25 de maio de 2012

#OquemeuPEtem: Petrolândia Adventure

Mochilera Sabri


Tem gente preconceituosa por aí que, porque não conhece, cultiva aquela imagem de que no Sertão do Nordeste só tem miséria e seca. Esses não conhecem Pernambuco. Apesar de estarmos enfrentando uma seca rigorosa esse ano, Pernambuco tem muita riquezas naturais do Litoral ao Sertão e o número de investimentos no estado é crescente, trazendo ainda mais desenvolvimento. Só para se ter uma ideia, o crescimento do PIB de Pernambuco (7,0%), pelo segundo ano consecutivo (2010 - 2011), foi maior do que o de todo o Brasil (4,5%)!

No Sertão, temos vinícolas; o segundo maior cultivo de uvas do país; fruticultura que exporta, principalmente para a Europa, manga, coco, goiaba e banana; um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e de toda a América do Sul (Rio São Francisco), cultura diversificada e, além de muitas outras coisas, a região vira palco de importantes eventos esportivos. Olha só que inusitado:

A cidade de Petrolândia, a 429km da capital pernambucana, sedia de hoje (25/05) até domingo (27/05) dois eventos grandes que devem balançar o turismo na região: o primeiro é o Petrofest, micareta da cidade, e o segundo é a segunda edição do Petrolândia Adventure, que realiza competições de jet-ski, vôlei de praia, stand up paddle, remo e canoagem no Rio São Francisco, que margeia a cidade.

Foto: Bruno Gonçalves
Competidores praticando o stand up paddle no Rio São Francisco

Destes esportes, o destaque  stand up paddle (foto), em que o praticante rema em pé em cima de uma prancha. Em baterias eliminatórias com quatro participantes, esta será uma etapa do campeonato brasileiro da modalidade. Legal, não? 

Para quem está em Pernambuco e gosta de esportes aquáticos, esse é um bom programa para o final de semana. Quem está longe e se interessa pelo esporte, pode começar a se preparar para a próxima edição. A competição entrou para o calendário de eventos da cidade como o mais importante desta categoria no Nordeste. #ficaadica

Foto: Mit Nakazawa 
Orla de Petrolândia, no Sertão Pernambucano


15 de maio de 2012

Show de Arctic Monkeys: Round 2

Mochilera Ju


Vancouver é uma cidade muito importante do Canadá, principalmente no aspecto cultural. Por isso, atrai muitos shows de artistas que vão causar inveja: esse ano, a cidade vai receber/recebeu shows de Coldplay, Madonna, Nickelback, Jason Mraz, Red Hot Chili Peppers... Pra citar alguns. 
Semana passada eu estava agoniadinha, doida pra ir para o show de Arctic Monkeys e Black Keys, mas me segurando por uma questão monetária. Até porque, vi AM há menos de um mês no Lollapalooza, como já comentei com vocês. Mas quando um amigo diz que tem um ingresso extra que não está conseguindo vender, você se compadece da situacão dele e compra, não é mesmo?
Tudo bem, tudo bem, admito: sucumbi à minha vontade de ir pra o evento.
A experiência de assitir a um grande show aqui é completamente diferente, e é isso que quero compartilhar. Pra começar, as bandas tocaram em um estadio de hockey devidamente aquecido e provido de banheiros limpos e lanchonetes caríssimas ($8.50 por uma cerveja é de lascar) e tudo mais. Ou seja: estrutura não falta. Os ingressos mais caros são para a pista, enquanto que assitir da arquibancada, com lugar marcado, é mais barato, o que contradiz muitas das minhas experiências brasileiras.

Perdoem a foto meio ruim, mas dá pra sentir por ela como é o esquema do show
Minha gente, assistir a um show de Arctic Monkeys sentada, quietinha para não incomodar o coleguinha desconhecido ao lado é um negócio frustrante. Até porque, eu estava lá pelo show de AM, enquanto a grande maioria estava lá por Black Keys, o que pra mim também é uma inversão meio absurda. Enfim, lá estava eu, me balançando sentada e cantando sozinha enquanto o resto do estádio estava, no máximo, morno. Pelo menos eu pude ver o show muito mais de pertinho do que no Lolla...
Beeem de pertinho:



O show de Black Keys, por outro lado, foi muito mais animado, mais cheio de firulas e luzes. Era, afinal, a banda principal da noite, e o público sabia disso. Todo mundo de pé, lotando as arquibancadas, pulando na pista, interagindo com a banda, gritando e assoviando: muito mais parecido com o que se espera de um show de rock.

The Black Keys estão podendo muito mais no Canadá, com certeza!
De toda forma, foi uma experiência ótima, apesar de meio diferente do que eu esperava. Quando vierem por aqui, lembrem de olhar a agenda de shows, principalmente na Rogers Arena (esse estádio de Hockey do time local, o famoso Canucks). É bem provável que vá estar rolando alguma coisa muito legal!

14 de maio de 2012

Um dia em Fátima


Mochilera Sabri

Que ontem foi o Dia das Mães, todo mundo sabe. Mas, o que muitos podem não saber é que ontem, dia 13 de maio, é comemorado o Dia de Nossa Senhora de Fátima.  Então, não tinha post melhor para hoje do que falar sobre a visita à cidade de Fátima, em Portugal. Um sonho de família, que realizei e recomendo a todos, que acreditam (ou não) na Virgem Maria. 

Os pastorinhos Lucia, Francisco e Jacinta
Lembram daquele filme antigo, que passava muito na sessão da tarde, sobre a aparição da Virgem Maria para três pastorinhos? A história é verdadeira e conta que a primeira aparição para as crianças foi em 13 de maio de 1917, na cidade de Fátima, se repetindo por seis meses seguidos, sempre no mesmo lugar e horário. 

O lugar exato onde as crianças avistavam a Virgem se tornou uma capela, pedido feito por ela em uma das aparições. O espaço foi crescendo ao longo dos anos e abriga hoje um dos mais importantes e grandiosos santuários do mundo. 

O Santuário de Fátima é composto, principalmente, pela Capelinha das Aparições, o Recinto/Esplanada do Rosário e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e as colunatas. Confesso que não imaginava que era tão grande. A cidade, inclusive, sobrevive dele e da sua importância histórica, turística e religiosa. Limpo, tranquilo, organizado, muito bonito e imponente, é assim que descrevo o Santuário. Fora que lá, como em nenhum outro lugar que já pisei na vida, senti uma força e uma paz de espírito muito grande. O lugar é, de fato, diferente e poderoso. 

Fotos: Wikimedia Commons
As belas colunatas do Santuário de Fátima
A Capelinha das Aparições, que marca o lugar exato onde a Virgem aparecia


COMO IR - Se vai ficar alguns dias em Lisboa, vale muito a pena reservar um pouco do tempo para conhecer Fátima. Um dia é suficiente para conhercer todo o santuário e aproveitar o pouco da tranquilidade da pequenina e pitoresca cidade, que fica cerca de 130 km da capital lusitana. Ir sozinho é fácil e barato! Os ônibus (autocarro, como os portugueses chamam) saem a cada hora e a viagem dura cerca de 1h30.

Para aproveitar bem o dia, acorde bem cedo e pegue o primeiro ônibus com destino à cidade, na Rodoviária Sete Rios. A rodoviária é bem fácil de achar, fica no Centro, em frente à estação de trens (comboios) de mesmo nome. Para chegar lá de metro, basta descer na Estação Jardim Zoológico. Não tem erro!

Comprei a passagem no dia mesmo, um pouco antes do embarque. Os ônibus são bem pontuais e, para se programar direitinho, você pode consultar os horários (e comprar os bilhetes) pela internet no site da Rede Expressos, empresa que faz o trajeto: http://www.rede-expressos.pt/ . A passagem custa 11 Euros, cada trecho.

#Ficadica: Quando comprarem a ida, comprem logo o trecho de volta para não ter não ter nenhum imprevisto. A última volta para Lisboa é às 20h.

Basílica do Santuário de Fátima
PS - Desculpem pelas fotos de internet. Infelizmente, a chuva e o frio que faziam no dia da minha visita à Fátima endoidaram o cartão de memória da câmera e acabei perdendo todas as fotos que tirei no Santuário.



A viagem é rapidinha e confortável. A Rodoviária de Fátima fica bem perto do Santuário, no máximo 15 minutos andando. Saindo da rodoviária, você segue em frente, dobra na primeira rua à direita e segue sempre em frente toda vida. Não se preocupe, há muita  sinalização explicando como chegar ao Santuário. Qualquer dificuldade, é só pegar um táxi.

#Ficaadica2: A cidade é mais alta e é sempre mais frio lá. Fui no mês de novembro e peguei uns 7º e chuva. Não esqueça o agasalho!

O QUE FAZER? -  Na cidade, tudo gira em torno do Santuário. Lojinhas de souvenirs, artigos religiosos, azulejos, roupas de couro e de pele de ovelha estão por toda parte, assim como a foto e história dos três pastorinhos.  Há várias lanchonetes e restaurante também. Passe o dia por lá, visite os arredores e converse com os nativos. Muitos conheceram a irmã Lúcia, uma das videntes, que faleceu somente em 2005.

O Santuário é passeio para um dia todo, para ser feito sem pressa. Assista a uma missa na Capelinha das Aparições. Tem sempre uma começando. São leves, bonitas e emocionantes. Tem sempre uma missa começando. Só de saber que você está naquele lugar histórico e de tanta fé, já vale a viagem.  O lugar é bem arborizado. Há muitas flores de alfazema (ou lavanda) e muitos pássaros, o que cria uma atmosfera ainda mais sagrada e de paz.

                                                                  Imagem: internet
Azinheira ao lado da Capela das Aparições tem mais de 100 anos


Tem um lugar específico para acender velas, que podem ser compradas lá mesmo, de vários tamanhos e formatos. Em uma das entradas do Santuário, há um bloco do Muro de Berlim como referência a um dos segredos revelados por Fátima. Observe a longa passarela onde acontecem as procissões, ande pelas romântica colunatas que levam à Basílica, que também fica aberta à visitações.

Ao lado da Capela está a "azinheira grande", árvore com mais de 100 anos que tornou-se monumento de interesse público pelo departamento de Recursos Florestais de Portugal, em 2007, pelo simbolismo de estar associada às aparições. Não se sabe, no entanto, se esta azinheira foi a mesma em que Nossa Senhora de Fátima apareceu, citada pelos pastores. Mas, foi a única que ficou de todo o conjunto que havia desde 1917. 

Casa dos Pastorinhos e Valinhos - Se tiver tempo, você pode visitar a casa dos pastorinhos e Valinhos. Não consegui ir por conta do horário de volta. Mas, ao lado do Santuário há um trenzinho (3,50 euros) que leva até a vila de Aljustrel, onde nasceram e viveram os três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Fica longe para ser andando e, se prefeir, você pode ir de táxi. Se tiver tempo, dizem que vale a pena! Olha só esse vídeo que encontrei feito no lugar: